A difícil arte de abrigar tantas personalidades em uma só cabeça. Arquétipos meus separados e humanizados, dividindo
mensalmente o mesmo cérebro.
Reunião Condominial
Bom, este cérebro não é um lugar muito confortável, mas foi o que achamos de melhor - ou menos pior. Temos certeza de que com o
tempo vocês se acostumam. A inconstância é constante, mas a diversão é garantida. Isso se vocês tiverem humor negro e não
levarem tudo tão a sério. Somos todos parte de um todo. Juntos, nos tornamos a expressão máxima do "dono da casa". Confessamos
que nem nós conseguimos entendê-lo direito, quem dirá ele mesmo. Mas é uma boa parceria: ele cobra um aluguel barato...
enquanto nos encarregamos de sua faxina mental.
O Síndico
E-mail: caicko@gmail.com
Orkut: Caio Geminiano
Comunidade: VIP's do CAIO
condôminos.
Ao sair, deixe a chave embaixo do capacho...
CARPE DIEM... SEMPRE!!!
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Engraçado como nos deixamos envolver pelo preconceito com certas capas e títulos de filmes. Já faz um tempinho que ando domando o meu. Um caso bastante especial foi a aversão a esse filme pelos motivos citados acima. "Certamente, meiguinho demais. Açucarado", foi o que pensei. Dispensei a oportunidade de vê-lo no cinema e só recentemente me venci à curiosidade. E tive acesso a uma história que consegue puxar a gente de volta para a própria infância, tentar buscar essa atmosfera há tempos escondida pelo tempo e pela exigência social da maturidade. Seus diálogos e imagens empurram, motivam. Nos fazem querer sair em busca dessa Terra onde o Nunca é sempre relativo, onde nós é que permitimos ou não a existência de fadas, crocodilos e crianças que não crescem. Nos faz voltar a crescer. Não em altura, em idade... nos faz crescer em sonhos. Fermento da alma, pó de pirlimpimpim ou seja lá como chamam essa resistência, cerca de arame farpado que tantos e tantos adultos guardam no coração, muro de abismo constante. E quem segue firme Em Busca da Terra do Nunca aprende a pular qualquer muro. Aqui estou, dando o braço a torcer: o filme tem sabor. Nham.
Gosto de sabão na boca, a louca noite de ontem ainda ressaca na mente. Na hora o corpo nem sente... mas depois vem tudo às pressas. Nem lembro mais quanto foi que misturei, quando foi que errei o caminho da minha casa batendo à tua porta. Não importa. Entrei. Me dá teu doce beijo, imploro. Dizem que o melhor pra bebedeira é sorver glicose. Vai, não banque a malvada: seja minha dona, eu vou beber você. Caso contrário, só de pirraça, vou na geladeira e tomo mais uma dose.
O homem que tem "sorte" pode conviver com o que faz de forma tranqüila: usar as chaves certas para deixar as gavetas da mente trancadas ou não, dependendo da vontade ou coragem. Já o homem bom se vê compelido a abdicar de tantas coisas (e tanta gente) pelo medo de não poder ousar e o risco de perder o que já se tem. Somos todos metáfora, alinhados à volta de uma mesa de cassino. Você já tem suas fichas. São boas. Te dão segurança. Vai pra casa sorridente ou deixa a adrenalina correr junto com os dados? Arrisca tudo? Decisão: a chave de tudo. Abra suas gavetas da mente, jogue os dados. Ou, então, vá pra casa, tranque bem as gavetas e conte quantas fichas você (já / só) tem...e quantas poderia ter. Esse é o ponto... final ou não. Só depende de você.
(trecho de uma crítica minha sobre
o filme MATCH POINT - PONTO FINAL)
E lá ia Marcelo pela vida. E lá iam os sonhos a tiracolo. No bolso, os dedos, os segredos em versos. Parou na praia, olhou o mar. E lá ia Marcelo a sonhar com as estrelas diurnas e as noites de sol. Sentou-se na areia, fitou o céu. E lá ia Marcelo a cobrir o rosto com o véu dos sonhos. Parou e pensou, mirando o Mar e o Céu. "Que Belo", disse Marcelo... sem se dar conta, inocente, de que muito mais belo que o mar e o céu é ele, por fazer da vida uma eterna nascente de amar. O céu e o mar apenas sorriram, complacentes.
Adorei teu comentário. Gostei da possibilidade de ter você bem junto e juro que não te imaginava pensando também no assunto. Foi uma ótima surpresa e com certeza ficarei torcendo pro destino nos dar uma mãozinha. Você pôe tua mão na minha e ao sair faísca, não desista: é química latente. Então a gente vê no que é que pode dar... se a coisa ficar séria, mudemos de matéria, passemos pra biologia. Na física do teu físico com o meu, não haverá reprovação.
Essa imagem do "BON" do Blogger da semana é apenas uma homenagem ao grande irmão que tenho, Pedro Xavier (o famoso Xava), grande incentivador dos meus textos que ficava revoltado por eu nunca ter entrado nesta lista até então (apesar disso não significar muito pra mim, pois o bacana mesmo é saber que as pessoas vem ao Albergue por prazer, e não pelo destaque). Aí, Xava... esse "prêmio" vai pra ti, irmão. Obrigado por tudo, hoje e sempre.